quarta-feira, 28 de março de 2012

Analisando.


Um dia você acha alguém que te deixe babaca. COMPLETAMENTE babaca. E não sabe se isso vale a pena. Mas te faz bem, de algum modo. Você acorda pensando na pessoa, permanece o dia pensando, e dorme pensando nela. Deseja, de algum modo, estar perto dela. Querendo um carinho, um beijinho, um afago. Querendo só estar perto. Um dia você percebe que, cedo ou tarde, isso vai acontecer. Mas não espera nunca ser com aquela tal pessoa. E você começa a sonhar... dormindo, acordado... e você não sabe o que fazer. Manter a amizade, confessar seus sentimentos. O que você não deseja é manter essa pessoa longe. E decide confessar, e se sente mais babaca ainda. Então decide ficar quieto, e se sente o triplo de babaquez. O que fazer então? É deixar rolar, sendo feliz pela metade, com o sorrido pela metade, o coração pela metade. Droga! O que fazer? O que dizer? Me sinto uma criança de 9 anos de idade, descobrindo o amor... sabe aquele aperto no peito, aquela sufocação? Droga, foi só o arroto preso da cerveja que eu andei bebendo. Crianças de 9 anos talvez não bebessem nada além de Coca Cola pra se sentirem assim. Me sinto dentro de um filme, quando aquelas pessoas se sentem agoniadas por amor. Mas, se isso não é amor (o que na verdade eu duvido muito que seja), é confusão mental, carência total. É a falta de ter aquela atenção, aquele carinho, e nada mais além disso. Porque o ser humano é idiota. Não se permite. Não se imagina com uma vida plena e feliz ao lado de ninguém, além do seu próprio cachorro. Eu não acredito, eu não aceito. Não me vejo apaixonada, porque me recuso a olhar-me no espelho. E talvez não me cuide, temendo que isso aconteça. Não admito que me olhem, que vejam a minha doçura e timidez. Não admito que vejam meus pontos fracos. Porque talvez, eu seja boa demais pras pessoas se apaixonarem, e ruim demais pra fazê-las acreditar que eu possa manter qualquer tipo de vínculo. Droga, a cerveja tá acabando. Medíocre você estar sentado no sofá, vendo o jogo na quarta a noite e sentindo saudade de uma pessoa a quilômetros de distancia, de meia em meia hora, em horas inteiras e corações partidos.