domingo, 1 de abril de 2012

Eu vejo coisas às vezes que me fazem rir.
Lembro de coisas ridículas e rio nos momentos errados e improváveis.
Vejo coisas que me dão medo ou receio, raiva na hora (quem não?).
Sinto saudades de coisas boas e rio, levemente.
Coleciono alegrias e tristezas.
Lembro cuidadosamente de todas elas.
Me faço assim, me componho assim.
Lembro de abraços apertados e largos, beijos doces, beijos falsos.
Olhares reveladores, fulminantes. Olhares que te fazem rir (novamente o sorriso), olhares que te fazem pensar, outros, chorar.
Às vezes, lembro de coisas que me fazem chorar, pensar. “Podia ser diferente, ter feito diferente, não ter feito”. Mas como sempre, dona da impulsividade, não seria eu.
Faço primeiro, penso depois.
Daí vem tudo aquilo que nos faz levar àquelas sensações, tais sentimentos, por vezes distintos, mas caminhando lado a lado.
Quem nunca riu no dia seguinte da ressaca, bêbados ainda, lembrando da balada? Quem nunca lembrou da sensação de um momento único, passando na mente como se fosse “na hora”? De uma perda... faz parte.
Tudo o que compõe um sorriso ou uma lágrima, é válido.
De tudo se tira uma lição ou um proveito.
Viva em função do seu presente, planeje bastante o futuro, mas nunca, nunca esqueça do teu passado.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Analisando.


Um dia você acha alguém que te deixe babaca. COMPLETAMENTE babaca. E não sabe se isso vale a pena. Mas te faz bem, de algum modo. Você acorda pensando na pessoa, permanece o dia pensando, e dorme pensando nela. Deseja, de algum modo, estar perto dela. Querendo um carinho, um beijinho, um afago. Querendo só estar perto. Um dia você percebe que, cedo ou tarde, isso vai acontecer. Mas não espera nunca ser com aquela tal pessoa. E você começa a sonhar... dormindo, acordado... e você não sabe o que fazer. Manter a amizade, confessar seus sentimentos. O que você não deseja é manter essa pessoa longe. E decide confessar, e se sente mais babaca ainda. Então decide ficar quieto, e se sente o triplo de babaquez. O que fazer então? É deixar rolar, sendo feliz pela metade, com o sorrido pela metade, o coração pela metade. Droga! O que fazer? O que dizer? Me sinto uma criança de 9 anos de idade, descobrindo o amor... sabe aquele aperto no peito, aquela sufocação? Droga, foi só o arroto preso da cerveja que eu andei bebendo. Crianças de 9 anos talvez não bebessem nada além de Coca Cola pra se sentirem assim. Me sinto dentro de um filme, quando aquelas pessoas se sentem agoniadas por amor. Mas, se isso não é amor (o que na verdade eu duvido muito que seja), é confusão mental, carência total. É a falta de ter aquela atenção, aquele carinho, e nada mais além disso. Porque o ser humano é idiota. Não se permite. Não se imagina com uma vida plena e feliz ao lado de ninguém, além do seu próprio cachorro. Eu não acredito, eu não aceito. Não me vejo apaixonada, porque me recuso a olhar-me no espelho. E talvez não me cuide, temendo que isso aconteça. Não admito que me olhem, que vejam a minha doçura e timidez. Não admito que vejam meus pontos fracos. Porque talvez, eu seja boa demais pras pessoas se apaixonarem, e ruim demais pra fazê-las acreditar que eu possa manter qualquer tipo de vínculo. Droga, a cerveja tá acabando. Medíocre você estar sentado no sofá, vendo o jogo na quarta a noite e sentindo saudade de uma pessoa a quilômetros de distancia, de meia em meia hora, em horas inteiras e corações partidos.